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Cultura

Quase todas as freguesias deste concelho possuem o seu grupo cultural. Enumerá-los todos seria fastidioso. Destacamos apenas a Tuna de Carvalhais; os Grupos de Bombos de Paradela do Monte, de Sanhoane e de Alvações do Corgo; o Centro Cultural e Desportivo de S. João de Lobrigos; o Grupo Regional Terras de Penaguião; os Ranchos Folclóricos de Fornelos, “Flor d’ Aurora” de Tabuadelo e “Os Romeiros” de S. Miguel de Lobrigos; o Grupo Cultural “Os Medroenses” de Medrões; a Banda de Música da Cumieira; e o Grupo Cultural e Desportivo de Sever.

Paisagem

O património paisagístico deste concelho, como aliás toda a região do Alto Douro, é de uma beleza sem par. Aqui deixamos este pequeno mas sugestivo roteiro:

Da Senhora da Serra, lá no alto do Marão até à capela da Senhora do Viso, podemos admirar toda a grandiosidade das zonas agrestes da montanha.

Nos altos de Fontes, Lobrigos e Cumieira abraça-se uma paisagem vitícola apaixonante, que no Outono ganha um colorido verdadeiramente deslumbrante.

Em terras de Alvações do Corgo podemos admirar as conhecidas encostas do rio Corgo.

Situação Geográfica

Santa Marta de Penaguião é um bonito concelho situado na parte sul do distrito de vila Real. A dois passos de importantes centros turísticos e culturais como o de Vila Real, Peso da Régua, Lamego e Amarante, reparte pelas suas dez freguesias, os quase 7000 ha da sua extensão. Fazendo parte, na sua quase totalidade, da Região Demarcada do Douro, encontra-se protegido a Noroeste pela luxuriante Serra do Marão, sendo de Norte a Sul profundamente rasgado pelo sinuoso rio Corgo, formando as maravilhosas encostas do Corgo.

Património

Os romanos habitaram estas paragens deixando-nos alguns indícios importantes. Como os próprios nomes indicam, existe um valioso forno cerâmico romano em Fornelos e no Barreiro o lugar onde se fazia a extracção de barro.

A arte barroca e rocócó encontra-se bem representada neste concelho, podendo ser admirada nas igrejas da Cumieira da autoria de Nicolau Nasoni, S. João de Lobrigos, S. Miguel de Lobrigos, Cever, nas capelas de S. Pio, Mártir de Sanhoane e S. Pedro de Medrões.

Por todo o lado estão espalhados solares e casas apalaçadas dos séculos XVII e XVIII, destacando-se em Sanhoane, a Casa da Quinta do Meio e a Casa do Pinheiro, na Cumieira, as Casas da Quinta de Bertelo e da Quinta da Cumieira.

Em fontes, Crestelo, Cumieira e Carvalhais encontram-se cruzeiros dignos de realce.

História

Há quem explique a origem de Santa Marta de Penaguião, contando uma interessante lenda, em que a Padroeira da Região Demarcada do Douro é a Santa interveniente. Num belo dia, um conde de origem francesa mandou incendiar uma capela branca em honra de Santa Marta. Depois de ter cometido tão grande sacrilégio, apareceu-lhe Santa Marta que o castigou, mandando-o plantar e trabalhar a vinha durante um ano. Cheio de remorsos e envergonhado, virou-se para a cultura da terra e a plantação da vinha para cumprir a sua pena. Na vindima, mais contente e com a alma em paz, oferece à Santa, em sinal de arrependimento, as uvas que foram fruto do seu ano de trabalho. E foi assim que esse Conde, de nome Guillon, foi o primeiro a granjear a vinha na região. Esta lenda teria dado origem a um lugar chamado Santa Marta de Penaguião, que não é mais do que a junção das palavras Santa Marta, a Santa; pena, castigo; e Guião, o mesmo que Guillon em Francês. Esta interessante lenda da Padroeira da Região Demarcada do Douro, encontra-se primorosamente representada na sede da Casa do Douro, num valioso vitral da autoria do Mestre Lino António. O concelho de Santa Marta de Penaguião é o prolongamento temporal das terras de Penaguião, espécie de divisão administrativa que na baixa idade média (séculos XI - XIV) compreendia o território existente entre os rios Douro e Corgo, a serra do Marão e as terras de Panoias (Vila Real), ou seja, além do actual concelho, parte dos concelhos do Peso da Régua e Vila Real. No reinado de D. Afonso Henriques era governador destas terras D. Moço Viegas, filho de Egas Moniz, D. Sancho I em 1202 concede foral a esta vila. Outro tanto fez D. Afonso III em 1256 e novamente D. Manuel em 1519. Em 1756 Marquês de Pombal, então primeiro-ministro do rei D. José, criou a mais antiga Região Demarcada e Regulamentada do Mundo representando, então as terras de Penaguião, mais de metade da Região Demarcada do Douro.

Nesta altura, este concelho abrangia as terras do Peso da Régua, para no século XIX perder algumas freguesias para os concelhos vizinhos, e acabar por ser extinto. No ano de 1898 é novamente e definitivamente restaurado com o número de freguesias e o espaço geográfico actual.

Vida Económica

Mais de metade da população deste concelho concentra-se fundamentalmente no sector primário.

Embora a olivicultura, horticultura, fruticultura, silvicultura e a criação de gado, não passem de actividades de subsistência, há uma que atinge foros de quase exclusividade que é a viticultura.

Quase toda a área deste maravilhoso concelho está inserida na Região Demarcada do Douro, onde mais de 70% dos seus viticultores se encontram associados, formando a maior adega cooperativa do Douro as conhecidas Caves de Santa Marta.

Festas, Feiras e Romarias

Aqui destacamos as festas em honra de Nossa Senhora da Guia na sede do concelho, Santo António em Alvações do Corgo, São Lourenço em Vila Maior, São João em Fornelos, São Pedro em Lobrigos e Santa Bárbara na Cumieira.

As romarias à Senhora do Viso em Fontes e à Senhora da Serra do Marão.

Por todos estes atributos, recomendamos uma visita a este interessante concelho encaixado entre o de Vila Real e o de Peso da Régua, onde se poderá deliciar pescando no rio Corgo, caçar desde as terras altas do Marão às matas baixas do Corgo, e ver panoramas inebriantes do alto de algumas colinas e miradouros.