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09Nov.2007 - ...na vida, subiu a pulso ...
Entrevista ao empresário Ilídio Gomes
Tal como muitos portugueses, Ilídio Gomes, natural de Sirarelhos, freguesia de S. Miguel da Pena, a meia encosta da serra do Alvão, emigrou no pós-guerra com apenas 17 anos, para o Brasil à procura de uma vida melhor.
Comeu o "pão que o diabo amassou", mas conseguiu afirmar-se como grande empresário no sector do vidro.
Regressado à sua terra natal investe em vários sectores, concretizando agora um negócio de vital importância ao adquirir as instalações da "Cooperativa das frutas" em Vila Real.
Com 76 anos garante sentir-se com a saúde e a vontade de um jovem de 30.

Notícias do Douro – Quando é que saiu daqui para o Brasil?
Ilídio Gomes – Saí daqui em 1949 com 17 anos. Comi o pão que o diabo amassou!
O meu primeiro emprego foi na Confeitaria Colombo. Na altura achei que não era bem o que pretendia, eu carregava e descarregava camiões mas queria mais.
Depois montei o meu primeiro negócio: um táxi. Ao fim de 2 anos de trabalho eu consegui juntar, naquela época, mil cruzeiros. Comprei o táxi por 72.000 a um turco, o Sr. Elias. Perguntei-lhe: "Tenho mil cruzeiros. Por quanto é que o senhor me vende o táxi?". Ele respondeu: "72.000!". Então eu disse-lhe: "O senhor não faz por mês mil cruzeiros. Vende-me o táxi e eu dou-lhe 1.000 por mês. Quando eu acabar de pagar dá-me o recibo."
Assim foi. Quando acabei de pagar ele deu-me o recibo e eu queria ser taxista toda a vida. Mas, tinha um tio que era mestre-de-obras e que me ajudava quando eu tinha dificuldade em pagar os tais mil cruzeiros. Ele queria ser empreiteiro e eu tinha uma dívida de gratidão para com ele. Comecei a trabalhar com ele como colocador de vidros, e acabei dedicando-me ao ramo, onde fui crescendo chegando a ser muito forte nesse ramo, lá no Brasil.

Notícias do Douro – É natural de Sirarelhos/Vila Real. Como é que começou, cá, a sua actividade empresarial
Ilídio Gomes – Eu tinha aqui uma irmã e sobrinhos desempregados. Um amigo também tinha cá os filhos e, entre os dois, resolvemos que montaríamos aqui um negócio para dar emprego à família.
Por outro lado, eu também queria aqui uma distracção porque – com a violência no Brasil – eu sentia-me mais seguro quando estava cá. Mas, como eu não tinha aqui nenhuma actividade e estava habituado à vida agitada de lá, regressava logo porque cá não tinha negócio que me prendesse.
Uma ocasião, falando com o Manuel Pinto Lopes que era gerente do Banco de Fomento, perguntei-lhe se conhecia alguém que tivesse um terreno para vender com 2 a 3 mil metros quadrados. Ele pegou no telefone, ligou para o então Presidente da Câmara, Armando Moreira, e perguntou-lhe se ele tinha algum compromisso para o almoço. Este disse-lhe que não e nós fomos almoçar ao Amaral em Vilanova.
Quando voltámos à Câmara estenderam o mapa do loteamento industrial em cima da mesa do Presidente e o Pinto Lopes perguntou-me onde é que eu queria o terreno. Eu interessei-me pelo local onde está hoje uma fábrica de móveis, que tem acessos por todos os lados e que era própria para aquilo que eu imaginava, mas o Dr. Armando Moreira disse que esse espaço estava reservado para artesanato. Então o Pinto Lopes indicou-me uma outra área onde hoje está instalada a Casa Dolores e uma garagem e que correspondia a 8 lotes.
Na altura fiquei com os 8 lotes e fizemos uma escritura promessa de compra e venda. Acontece que eu não precisava de tanta área mas foi-me garantido pelo Pinto Lopes que depois, se eu quisesse, poderia vender alguns.
Passados uns tempos falei com um parente meu e contei-lhe da compra. Ele logo me disse que tinha feito um mau negócio porque a Câmara ainda não tinha conseguido vender um lote que fosse. Eu retorqui-lhe que: "Pronto! Já estão comprados agora é andar para a frente."
Então ele perguntou-me: "Para que é que tu queres esses lotes?". Ao que eu respondi que era para montar um armazém de ferro. E ele sugeriu-me: "Então porque é que não compras a Casa Vilas Boas que é quem vende mais ferro em Vila Real?"
Fui com ele e fomos ver a Casa. Era uma sexta-feira e estava lá o Sr. Manuel, perguntei-lhe: "Quanto é que o senhor compra aqui por mês e quanto é que vende?". Ele olhou para mim de alto a baixo que ele era uma pessoa muito inteligente e por quem eu tenho uma grande admiração até hoje porque era muito honesto e trabalhador, e disse: "Hoje é sexta, dia de muito movimento, pode cá vir amanhã?"
Lá fui eu no Sábado e ele disse-me que vendia tudo por 50.000 contos ou só o negócio por 25.000. Como eu só me interessava pelo negócio, fiquei só com este.

Notícias do Douro – O negócio refere-se à casa comercial "Vilas Boas"?
Ilídio Gomes – Exacto.
Ao encontrar-me com o meu amigo que queria entrar de sócio ele ficou indeciso, mas eu já tinha comprado pelo que avancei com o barco para a frente.
Fui falar com a minha irmã e perguntei-lhe se queria ficar a gerir o negócio mas ela disse que não entendia nada daquilo. Eu respondi-lhe que não havia problema porque a D. Adozinda (esposa do Sr. Manuel) podia continuar e, de facto, não houve – ela até foi bem esperta!
Na altura o Sr. Manuel passou-me a casa toda incluindo a parte comercial. Mas, quando chegámos aos acertos, a D. Adozinda disse que só saía dali para o cemitério. O Sr. Manuel ficou meio chateado mas eu disse-lhe: "Deixe estar que até é uma forma de o senhor estar aqui mais perto de mim e isso é uma satisfação enorme porque o senhor é uma lição de vida!".
Olhe, nem sequer pedi diferença no aluguer e ainda dividimos o negócio da sucata 50% do lucro para cada um. Ele ficou feliz da vida e foram uns momentos muito bons a convivência que tive com ele. Saíamos os dois para almoçar, para jantar e até para fazer as compras porque eu não entendia nada de ferro.
Eu sou uma pessoa que gosta de fazer as coisas que tenho vontade e na hora. Não sou de esperar muito, pelo que comprei os lotes e a Casa Vilas Boas praticamente no acto.
De seguida tive que ir para o Brasil. Acontece que a minha irmã e o meu parente não se deram muito bem com o Sr. Manuel e este acabou saindo e foi montar uma casa para ele. Eu lamentei, mas pronto, foi a decisão deles e eu como não estava cá não podia fazer nada.

Notícias do Douro – Depois disso teve uma vidraria, não é assim?
Ilídio Gomes – Passados uns tempos voltei e fui colocar um carro na Peugeot, que era aqui junto ao mercado, para a revisão. Estava a descer para a loja quando passo por uma vidraria.
Vidro era o meu negócio lá no Brasil pelo que decidi entrar. Estava lá o dono, o Sr. Edgar, e um outro senhor de Guimarães que me entusiasmaram para comprar a vidraria. Eu até não estava muito afim disso porque já cá tinha a minha distracção.
A partir daí o Sr. Edgar começou a visitar-me lá na loja e tanto insistiu que eu um dia lhe perguntei quanto é que ele queria e acabámos por fazer - logo ali - o negócio.
Falei com o meu amigo, o Sr. Isildo de Sirarelhos, e perguntei-lhe: "Não quiseste entrar no Vilas Boas. Queres ser meu sócio na vidraria?". Ele disse que sim e ficou a gerir a vidraria.
Mais uma vez tive que voltar para o Brasil porque lá é que estão os meus negócios e ainda hoje assim é. Passados tempos as coisas não estavam muito ao meu jeito e eu decidi sair. Fizemos um inventário e ele pagou a minha parte.

Notícias do Douro – Como se desenvolveu a questão dos lotes na Zona Industrial?
Ilídio Gomes – Em 1988 eu comecei a achar que estava na altura de alargar o espaço da Casa Vilas Boas porque a cidade tinha-se expandido e já era difícil um camião descarregar ali. Pensei então em dar utilização aos lotes que tinha na Zona Industrial.
Tinha estado no Porto a falar com um fornecedor e ele conhecia um economista que veio cá, viu os lotes e sugeriu-me fazermos lá uma Siderurgia. Eu achei bem, até porque eram empregos para a cidade.
Tivemos uma série de reuniões com uns espanhóis e combinámos fazer uma sociedade.
Fui à Câmara, para apresentar os meus sócios e porque pensei que iriam ficar felizes por irmos avançar com uma empresa. Lembro-lhe que, quando comprei os lotes, a Câmara fez publicar no Boletim Municipal (na altura saía em separata na Voz de Trás os Montes e eu ainda tenho um exemplar para comprovar o facto) que a Zona Industrial ia avançar e que já tinham sido vendidos 8 lotes a um industrial brasileiro.
Fomos recebidos pelo vereador, Dr. José Augusto, que tinha esse pelouro e qual não é o meu espanto quando ele me disse que eu já não era o proprietário dos lotes.
Perante a surpresa fui falar com o Pinto Lopes que apenas me disse: "Ah! esse Dr. José Augusto…esse Dr. José Augusto …!" e não me soube explicar nada.
Acabei por comentar com alguém que me estavam a prejudicar. A sociedade entretanto extinguiu-se porque já não havia espaço. Os lotes foram vendidos para os alemães da Schüler que se instalaram com incentivos e que depois, quando já não havia mais, fecharam e foram-se embora para outro lado.
Infelizmente ficou inviável montar a siderurgia. Pedi um esclarecimento e fui à Câmara para falar com as pessoas pessoalmente. Estava lá o Dr. José Augusto e o Presidente, Armando Moreira, aquele disse-me: "Sr. Ilídio, não fui eu quem vendeu os seus lotes. Quem o fez foi aqui o Sr. Presidente e o seu amigo Manuel Pinto Lopes. Eu até perguntei na reunião se os lotes não eram seus e o Sr. Lopes respondeu que se dava noutro sítio".
O certo é que não me deram nada e ainda me mandaram uma carta em que afirmava que o sinal que eu tinha pago ficava para Câmara.

Notícias do Douro – E de quanto era esse sinal?
Ilídio Gomes – 20%, porque, na época, eles ainda não tinham tudo legalizado. Já não me recordo bem mas eram uns 800 a mil contos. Isto em 1985.
Fui falar com o meu advogado, Dr. Júlio Carocha Mocho, o qual, infelizmente, em vez de pedir a devolução dos terrenos apenas pediu o sinal em dobro.
Até hoje ainda parte dos lotes estão lá abandonados. Dói-me passar por lá e vê-los assim. Bom, tive que litigar, primeiro aqui em Vila Real e depois no Porto, e a Câmara ainda nem o sinal em dobro me pagou.

Notícias do Douro – E em que pé está esse problema?
Ilídio Gomes – Quando entrou o Dr. Martins eu apoiei-o e foi-me prometido que iriam reparar o erro, o que não aconteceu. O que me ofereceram foram estes dois lotes que tenho hoje. Ao vê-los eu não estava com vontade de ficar com eles pois era necessário efectuar um grande desaterro.
Acontece que, quando os fui ver, estava o Eng.º Fernandes da ENORTE no canteiro central a fazer umas medições para os terrenos que são da Casa Dolores. Lamentei a minha situação, que os 8 lotes eram meus e que agora me queriam dar um monte e ele disse-me: "Vamos lá ver isso!". Fomos ver e ele disse-me: "Olhe, eu vou precisar desse aterro. Fico-lhe com ele só pelo valor do gasóleo."
- Quanto é o gasóleo? Perguntei eu. E ele respondeu:
- 2.500 contos e nem tem que o pagar porque eu já lá lhe devo 800 contos e o resto paga-me em material.
Eu pensei que por 2.500 contos não valia a pena estar a "cobrar uma briga" com a Câmara e que mais valia aceitar.
Outro erro que cometi! Porque esse Engenheiro pôs lá uma máquina, a máquina avariou, eu fui para o Brasil e, quando cheguei no ano a seguir, tinha uma máquina avariada em cima do terreno e sem fazer nada.
Perante isto fui falar com o Eng.º Fernandes, que me disse que a empresa andava mal e que até faliu. Perante isto tive que contratar o Sr. Rocha ao qual paguei até por duas vezes porque contratei uma parte e depois ele esqueceu a outra parte e quando eu lá quis pôr o armazém este não cabia lá.
Tive que pagar a segunda vez. Ou seja, tive que pagar três vezes para que me fizessem o desaterro. Complicaram a minha vida e a da cidade.

Notícias do Douro – Entretanto, com a entrega deste terreno, a Câmara pensou que ficava tudo em ordem para consigo?
Ilídio Gomes – Pois, fez-se ali aquele acerto mas, infelizmente, foi o acerto errado porque eu ainda gastei quase 10.000 contos para desaterrar. Lembro-lhe que os outros eram planos, não precisava de lá gastar nem um tostão em desaterro.
Tudo isso são custos mas eu não esmoreci!
Em 98 a minha irmã - que entretanto ficara muito bem de vida devido ao facto de ter estado a gerir a empresa aqueles anos todos! - fez-me uma proposta de "Pega ou larga". Pôs a chave em cima da mesa e fez-me a proposta. Eu disse-lhe que, sendo assim teria que me pagar os terrenos dado que eram meus. Ela não aceitou e, então, fiquei eu com tudo.
Daí para cá terminei tudo, montei as máquinas e estou dando emprego a quase vinte pessoas.

Notícias do Douro – E qual a razão de agora estar a fazer tantos investimentos em Vila Real?
Ilídio Gomes – Acontece que eu, quando vinha de férias, trazia sempre dois dos meus oito netos comigo, à vez. Há cinco anos este meu neto (Hyron Gomes) disse-me: "Avô, se o senhor quiser eu vou estudar para Portugal." Assim foi, ele veio para o Liceu, terminou o 12º ano e, quando entrou de férias este ano, falou comigo assim: "Avô vou entrar de férias e quero ir trabalhar consigo. Para onde eu vou? Para o Seixo ou para a Zona Industrial?"
Eu respondi:
- Você vai para onde eu for. Vai ser o meu anjo da guarda e eu vou ser o teu. Onde eu estiver você também estará.
E ele, embora jovem, começou a trabalhar com vontade e com dedicação. Terminadas as férias entrou para Engenharia na Universidade e estuda à noite e trabalha de dia. Abre a empresa às oito e um quarto da manhã, trabalha até às seis e tal, faz um lanche, vai para a Universidade até à meia-noite e no outro dia lá está na empresa outra vez.
Está levando uma vida de homem de futuro, e eu estou apostando tanto nele que já comprei, aqui em Vila Real, uma loja de electrodomésticos (junto à ponte metálica), a Pensão Cardoa, já comprei umas outras lojas e agora comprei as instalações da Cooperativa de frutas.
Acho que sou um amigo da minha terra. Não comprei as instalações da Cooperativa para as destruir. E - digo-lhe mais! – se fosse possível eu até a mantinha a funcionar como Cooperativa mas a lei não o permite. Comprei para manter o que está e melhorar, para criar riqueza para a cidade, originando movimento comercial e criar postos de trabalho.
Como vê, não pensei nestas aquisições como um grande projecto novo, ou seja, de raiz. Apenas quero trabalhar e dar trabalho.

Notícias do Douro – Mas então não tem nada projectado para aquele espaço?
Ilídio Gomes – Tenho. Mas olhe, qualquer empresário pede um estudo económico para um investimento destes. Mas eu não o fiz! O único estudo que tenho é a vontade de pôr aquilo a funcionar e fazer algo de diferente a que a cidade não está habituada. Possivelmente vou adaptar o espaço para um núcleo de empresas. Se houver empresários para serem meus parceiros estou aberto para fazer negócio.

Notícias do Douro – Então aquele não seria um bom espaço para um projecto habitacional?
Ilídio Gomes – Bom, é. Mas não é isso que eu lá quero fazer. Como lhe disse o que eu pretendo é que aquela estrutura se mantenha e eu adaptá-la-ei para os negócios que surjam.

Notícias do Douro – Qual a área que comprou?
Ilídio Gomes – Cerca de um hectare e meio e a compra foi efectuada por um milhão e setecentos mil Euros (340.000 contos).

Notícias do Douro – E como espera rentabilizar tal investimento?
Ilídio Gomes – Da forma que lhe disse.

Notícias do Douro – Como é que chegou a este negócio?
Ilídio Gomes – O advogado Pedro Macieirinha é que me falou que estava à venda a Cooperativa. Eu passava por lá mas não topava muito. Um dia entrei, vi todos aqueles armazéns e disse para mim: "Vou aqui criar uma série de postos de trabalho!"

Notícias do Douro – Então os seus projectos para o futuro passam pelo seu neto?
Ilídio Gomes – Com a luzinha desse neto e com a vontade que vejo nele de ir à luta e de trabalhar. Embora os funcionários não estejam alguns muito felizes, eles deviam estar porque é um jovem de 19 anos que está dando tudo o que pode contando, naturalmente, com a minha experiência porque eu tenho muita. Ele está aqui há dois meses e a Casa tem-se desenvolvido muito. Ele está a dar à Casa o que ela não tinha que é uma perspectiva de futuro.

Notícias do Douro – Daí os investimentos que está a fazer. Porquê a compra da Pensão Cardoa?
Ilídio Gomes – A Cardoa, foi um rapaz meu amigo, o Mário "Cardoa", que me propôs a compra. Eu não estava para comprar mas fui lá ver e achei que era um negócio razoável. É um lugar central, perto da Universidade, com uns quartos razoáveis…e… olhe, eu não gosto de ver nada degradado. Gosto de ver as coisas a funcionar. Quando algo não funciona eu fico deprimido.
Então, eu vi aquilo parado e decidi comprar. Até é um bom lugar para um restaurante panorâmico.
De seguida, comprei o passe de uma loja de electrodomésticos ao lado da Cardoa que vou manter no mesmo ramo.

Notícias do Douro – E como lhe surgiu essa ideia?
Ilídio Gomes – Passei lá e tinha um anúncio a dizer "Passa-se". Gostei da ideia e comprei.

Notícias do Douro – Qual a situação das suas empresas no Brasil?
Ilídio Gomes – Tive muitas empresas no Brasil mas hoje eu só tenho lá propriedades, imóveis, que me rendem uma boa renda que estou a usar para investir cá. De momento estou a aplicar toda a minha experiência e dinheiro aqui. E estou a investir bem forte. Tentando dar de mim e da minha experiência para que Vila Real melhore e para que melhore, também, a qualidade de vida dos meus conterrâneos.

Notícias do Douro – Já não é um jovem. Sente-se com força para todos os projectos que tem em mente?
Ilídio Gomes – Sinto-me um jovem de trinta anos e gozo de excelente saúde. A minha tensão arterial é de 12/8, não tenho problemas de colesterol e tenho muita vontade de trabalhar.

Entrevista conduzida por João Rodrigues
João Rodrigues ,filho