dodouro press

CÉSAR, Joaquim Borges

Nasceu em Chaves em 1955. Frequentava o 5° ano de liceu quando se deu o 25 de Abril a que aderiu sem hesitações. Era presidente da Associação de Estudantes e não era um aluno aplicado, como confessou a "Eito Fora", n° 12, de Maio de 2000. Esteve dois anos no Brasil e, de repente, foi até à Argélia, de onde voltou até Braga para fazer o 6° e 7° anos. Regressou a Chaves e acabou por se tornar desenhador da construção civil. Ao fim de nove meses de trabalho nessa área montou um gabinete sozinho. Nessa altura milhava no PCP e era dirigente local "muito desalinhado, mas muito activo". Quando chegou a "febre das rádios piratas" avançou, com outros, com um projecto de rádio que instalou em sua casa. "Porque a rádio era para todos, a partir dessa altura comecei a distanciar me organicamente do PCP". Chamava se Radiante, o projecto que criara e que não foi legalizado, pelo que atravessou mais um período "literalmente às minhocas". Lançou-se, então, num projecto jornalístico o "Jornal de Chaves", ligado ao PS flaviense. Mais uma vez se viu sozinho, sobretudo no trabalho e nos encargos, tendo um desfecho pouco honroso para o grupo fundador. Soube ultrapassar mais essa barreira que lhe custou muito suor e lágrimas, acabando por fundir esse mesmo projecto noutro jornal "Semanário Transmontano" que nesta altura (Maio/00) completou cinco anos e que se tem afirmado como uma verdadeira tribuna de toda a Província. Talvez por desilusão afirmou na entrevista a "Eito Fora": "funcionalmente, estou desligado de todas as actividades partidárias, embora me continue a identificar, ideologicamente, com o partido comunista. Actualmente tenho também bastante simpatia pelo Bloco de Esquerda".

In ii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30 €