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OLIVEIRA, Mário de

formou se em Arquitectura e especializou se em urbanismo. Viveu a maior parte da sua vida em Vila Real, nunca deixando de exercitar as artes e as letras. É um artista plástico de grandes recursos, crítico de arte, jornalista. Do opúsculo da sua autoria, Vila Real, 1986, extraímos o seguinte perfil deste multifacetado cidadão. "Mário de Oliveira é hoje, indiscutivelmente, um dos mais categorizados críticos portugueses de Artes Plásticas. Este facto põe em relevo todo o conjunto de compartimentações culturais que lhe são próprias e que convergem para o fim acima declarado: arquitectura, pintura, ensaísmo e paisagística. Em todos estes ramos das Artes Plásticas se tem evidenciado Mário de Oliveira. Temperamento essencialmente independente e livre, ele tem se destacado na critica ao quotidiano artístico pela sua isenção e pela sua aversão a "grupos" ou a "capelas" que significam, na maior parte dos casos, arregimentação a fins secundários, que nada têm a ver com a Arte. Mário de Oliveira, por outro lado, é também um escritor. As suas interpretações da paisagem e do homem integrado nela, no impressionismo da visão e transmissão imediata àescrita, fazem no senhor de um modo literário que o afirma como estilista muito original e, outras vezes, como poeta de ressonâncias líricas a que um humanismo telúrico não é estranho. Seria longo enumerar as suas exposições mais representativas de arquitectura e de paisagística, dimensionando essa sua actividade a todo o espaço português, sem nele diminuir a sua tensão lusíada de forte inspiração universal. No entanto, a sublinhar uma carreira de artista plástico e de ensaísta e crítico de Arte, mencionaremos que Mário de Oliveira é Prémio de Crítica de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian (1962) além de Prémio Internacional de Crítica de Arte (1964), em Madrid. Tem sido Comissário de Portugal às Bienais de S. Paulo, Madrid, Barcelona, e Medell.n (Colômbia) e tem seleccionado nos últimos anos artistas portugueses para a Exposição Internacional Joan Miró. É, também, membro titular da Association Internacionale des Critiques d'Art (A.I.C.A.), e tem feito parte de júris internacionais nas exposições de arte. Publicou vários volumes sobre urbanismo e arquitectura, e tem defendido a conservação da paisagem e do património artístico português. Como hispanista tem dado a conhecer entre nós os grandes pintores modernos espanhóis, e tem escrito vários ensaios sobre a arte espanhola, e sua paisagem. Foi crítico de arte do "Diário Popular", "Diário de Notícias" e fez crítica semanal nos jornais "O País" e "Tempo". Arte e Vida de Sorolho (esgotado); Outra vez com Goya (esgotado); Arquitectura no Plano Nacional (esgotado); Solana herdeiro de Goya (esgotado); Urbanismo no Ultramar em espanhol, francês e inglês (esgotado); Povoamentos no Ultramar (esgotado); Estética da Paisagem Natural Rias Baixas da Galiza (esgotado); Três ensaios de pintura de Vieira da Silva; A "Pop" Arte e Outras Artes; Três atitudes estéticas em Sansegundo Castanêda; Uma carta e vinte poemas de amor (esgotado); "Os primeiros 100 anos de Picasso"; Poemas de Amor e Desespero; Poemas do Pensamento (esgotado); Poemas desde mim".

In i volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30 €