|
Home > Transmontanos / Durienses > S SILVA, José Celestino danasceu em Vilar de Nantes, concelho de Chaves, em 6.1.1849 e faleceu em 10.3.1911. Seguiu a carreira das armas. E no posto de Coronel assumiu o Governo de Timor que se encontrava depauperado. As campanhas de pacificação levaram doze anos. Criou uma série de estruturas administrativas no interior da Província. Abriu estradas, criou uma rede telefónica, escola agrária no Remexio, introduziu novas culturas, reorganizou a justiça, criou escolas para os filhos dos régulos, fundou o hospital de Dili, canalizou água para a cidade, estabeleceu contactos comerciais com a Europa, enfim, levou a Timor a paz, a justiça, o progresso, a cultura, um pouco de tudo aquilo que era essencial à vida das populações. Estas gostaram tanto das suas obras que passaram a chamar lhe o rei de Timor. Após o assassínio de D. Carlos (1908), seu amigo e protector, foi o general Celestino da Silva, demitido e mandado para Almeida, como comandante do Regimento de Cavalaria 7. Logo após a implantação da República (5.10.1910 ) foi reformado a seu pedido e promovido ao posto de General. A Câmara de Chaves imortalizou o seu nome na toponímia urbana. BIBL.: Teófilo Duarte, Ocupação e Colonização Branca de Timor, P., 1944; C. Gonçalo Pimenta de Castro, Timor Subsídios para a sua história, Lx., 1944; Hélio Esteves Felgas, Timor Português, ibid., 1956.
In i volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses, |
||||