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PEDRO PASSOS COELHO novo líder do Partido Social Democrata com maioria absoluta.
Pedro Passos Coelho consegue vitória esmagadora no PSD sendo o novo líder eleito com 61,06 por cento dos votos, numa eleição marcada por uma afluência recorde dos militantes social-democratas.
Que se cuide Sócrates finalmente tem um adversário determinado, capaz e transmontano: Passos Coelho.
A expressão da vitória com dois terços dos votos adia, desde logo, divisões internas e possíveis veleidades dos não vencedores. Perdeu, como era óbvio, na Madeira e, não tanto como seria de esperar, na Régua. Resultados oficiais: Passos Coelho 61,06%; Paulo Rangel 34%; Aguiar-Branco 3%; Castanheira Barros 0,2%
"O PS e o Governo contarão com um PSD determinado e apostado em não abrir crises políticas, de que o país não precisa. Mas o PSD não andará com o Governo ao colo e não votará, não suportará aquilo com que não concorda", disse, garantindo que está disponível para "ajudar o Governo a vencer as grandes dificuldades que o país enfrenta", mas "com as ideias e as propostas do PSD". Pedro Passos Coelho diz que a sua vitória - numas eleições muito participadas e em que ganhou por 61% contra 34% de Paulo Rangel, Aguiar-Branco obteve 3% da votação e Castanheira Barros 0,2% - "não é um cheque em branco, mas um voto de confiança para liderar o partido". "O país sabe que hoje o PSD tem uma liderança inequívoca" e que está "interessado em começar agora o seu trabalho de se abrir ao país". O desafio maior é preparar o PSD para "ser útil a Portugal quando Portugal precisar", disse. Dirigindo-se aos adversários, Passos Coelho disse que conta com todos para os órgãos nacionais do partido e para estarem "na primeira linha da afirmação política do PSD", lugar onde quer continuar a ver a ex-líder, Manuela Ferreira Leite, "também ela um activo do PSD".