dodouro press

21 Set.2007 - Extinção de duas regiões de turismo sem consenso
O Minho vai assistir, em 2008, à extinção das duas comissões regionais de turismo - a Verde Minho e a Alto Minho -, a que se junta, ainda, a Comissão de Turismo da Serra do Marão, no âmbito da proposta da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte (CCDRN) para a criação da Região de Turismo do Norte. Uma medida que visa juntar numa única entidade a promoção e o fomento dos quatro destinos turísticos da região Norte Porto, Minho, Douro e Trás-os-Montes.
Esta estratégia, contudo, divide os actuais responsáveis minhotos. De um lado, Henrique Moura, da Verde Minho, a contestar a proposta da CCDRN, defendendo a criação de uma Região de Turismo do Minho; do outro lado, Francisco Sampaio, do Alto Minho, a aplaudir a estratégia da CCDRN e, assim, a pugnar pela criação de uma região única no Norte do país.
Francisco Sampaio defende a necessidade de ter o Porto como "marca giratória" para dinamizar os quatro destinos turísticos da região Norte. Uma ideia, de resto, que já vem sendo defendida - mas nunca posta em prática - desde os anos 90.
"A região Norte tem que aparecer como um todo, mantendo as diferenças das suas regiões, oferecendo destinos de base cultural e itinerante", disse o responsável do Alto Minho, acrescentado, por outro lado, que o objectivo da CCRDN visa criar uma "marca única" na promoção do turismo na região Norte.
Neste contexto, a futura Região de Turismo do Norte - que irá contar com um investimento de 100 milhões de euros para a promoção da região - pretende utilizar a marca "Porto" em todos os seus destinos e afirmar-se como a quarta grande marca turística portuguesa, depois do Algarve, Lisboa e Madeira.
Já Henrique Moura condena a criação da uma Região de Turismo do Norte, advogando a ideia de que tal proposta "faz desaparecer o Minho como marca turística". O líder da Verde Minho recordou, a propósito, que as regiões de turismo "foram criadas e financiadas pelas autarquias", pelo que entende que cabe a estas decidirem pela sua eventual extinção.
Além disso, considerou que a criação da Região de Turismo do Norte vai privilegiar, financeiramente, o desenvolvimento turístico do Douro, em prejuízo dos restantes destinos turísticos da região, caso do Minho.