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O salário médio mensal no Norte é de 636,50 euros, enquanto na Galiza é de 1.378,20 euros 
12Out.2007 - Norte de Portugal perde para Galiza
Preocupada com a perda de competitividade económica do Norte de Portugal para a região espanhola da Galiza, a «distrital» do Porto do PSD vai apresentar uma moção de estratégia global ao próximo congresso do partido para reverter tal quadro.De acordo com informações liberadas pela agência Lusa,«nos últimos anos, a região Norte perdeu competitividade, perdeu rendimento per capita e perdeu qualidade de vida», lê-se na moção «Mais PSD - Um Portugal melhor» a que a agência Lusa teve acesso.
No documento tornado público,o PSD/Porto justifica a apresentação de uma moção global ao congresso de Torres Vedras em 12 e 13 deste mês, o que já não acontecia há três congressos, com a necessidade de fazer face a «uma administração socialista que despreza o Porto e o Norte».
«Os indicadores económicos continuam a bater recordes negativos e o Norte não cessa de se afastar das restantes regiões do país, por um lado, e da vizinha Galiza, por outro», salienta o documento da «distrital» portuense.
Sustenta ainda que «no quadro da euro-região, passou de exemplo e referência a vizinho pobre e fornecedor de mão-de-obra barata».
O PSD/Porto exemplifica com a subida do PIB per capita na Galiza, entre 1985 e 2004, de 57,2 para 81 por cento da média da União Europeia, enquanto o Norte de Portugal apenas passou de 51 para 58,8 por cento.
Segundo o PSD/Porto, a taxa de desemprego subiu de 2,2 para 8,9 por cento no Norte, entre 1990 e 2006, enquanto na Galiza baixou de 12,2 para 8,5 por cento. Em 2006, o salário médio mensal no Norte era de 636,50 euros, enquanto na Galiza era de 1.378,20 euros.
A concessão rodoviária Douro Litoral, a duplicação e electrificação da linha ferroviária do Douro e as novas vias-férreas de velocidade alta Lisboa-Porto e Porto-Vigo (esta com estação no Aeroporto Sá Carneiro) são obras consideradas «essenciais» pelo PSD/Porto, que defende investimentos feitos por «parcerias público-privadas».