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2Nov.2007 - O Ministério das Obras Públicas anunciou, na passada, quarta-feira à noite que os consórcios liderados pela Brisa e pela Somague passaram à fase de negociação para a concessão do Túnel do Marão, uma obra avaliada em 375 milhões de euros. Em comunicado, o Ministério das Obras Públicas refere que "a abertura de propostas ocorreu em 6 de Julho de 2007, tendo as mesmas sido apreciadas durante um período de apenas 3 meses, situação que é pela primeira vez verificada nos processos de concurso das Parcerias Público-Privadas que ocorreram em Portugal".
"Com a selecção destes dois consórcios dá-se início à fase de negociações, que culminará com a entrega, por estes concorrentes, da Best and Final Offer e consequente adjudicação desta concessão à melhor proposta", acrescenta.
A principal inovação desta concessão é o facto de os pagamentos à concessionária serem feitos com base numa fórmula que inclui, não apenas o número de veículos que utilizarem a estrada, mas também a disponibilidade da própria infra-estrutura.
Em contrapartida, as receitas das portagens são entregues à Estradas de Portugal.
A concessão foi criada pelo Decreto-Lei 88/2006, de 6 de Junho, e prevê uma extensão de 32 quilómetros, entre Amarante e Vila Real, 6,7 dos quais são em túnel. O primeiro troço deve abrir em 2009 e a totalidade da concessão deverá estar operacional em 2011.
A Brisa, que já é concessionária da A4, entre o Porto e Amarante, fica em excelentes condições para estender a auto-estrada até Vila Real, ficando com um dos troços mais movimentados na rede viária do interior Norte.
Brisa também à frente na auto-estrada Douro Litoral
Entretanto, a Brisa, a maior concessionária nacional, também vai à frente na corrida ao troço de auto-estrada do Douro Litoral, processo em que concorre com a Mota-Engil. Esta concessionária, segundo notícias recentes, que o Marão Online também citou, oferece mais 100 milhões de euros que o seu concorrente e ainda um prazo mais curto.
Nas propostas finais entregues ao Governo, a Brisa, que se apresentou a concurso em consórcio com a Teixeira Duarte, propõe-se pagar 200 milhões de euros à cabeça por um prazo de 27 anos, enquanto a Mota-Engil oferece apenas 100 milhões de euros por 30 anos de concessão. Assinale-se, no entanto, que o atraso na construção desta auto-estrada já é bastante significativo. Apesar de a atribuição da concessão rodoviária Douro Litoral, uma auto-estrada fundamental para retirar tráfego à cidade do Porto e facilitar as ligações entre as duas margens do rio Douro – uma espécie de "eixo Norte-Sul" da zona do Grande Porto – estar cada vez mais próxima, o concurso foi lançado há mais de quatro anos (Fevereiro de 2003).
O Governo tinha anunciado em Janeiro de 2006, pela voz do secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, que previa adjudicar a obra até´ao final desse ano, o que não aconteceu. Como as negociações com os dois consórcios finalistas ficaram agora concluídas, admite-se como provável que o Governo venha a proceder à sua adjudicação até ao final de Dezembro ou no início de Janeiro. A concessão é constituída por 122 quilómetros de auto-estradas a sul do rio Douro, que inclui uma nova ponte nas imediações da barragem de Crestuma, tendo como missão fechar a Circular Regional Exterior do Porto (CREP) e unindo a A41/A42 com a A4 e A1.