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25Jan.2008 - Greve de enfermeiros em Portugal
Os avisos foram lançados pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses depois de reuniões com profissionais dessa área que integram 96 por cento das USF e ainda antes do início das negociações para mostrar ao Ministério da Saúde de Portugal que «se não houver recuos haverá uma fortíssima oposição e pode haver recurso a formas de luta», segundo declarou à imprensa, o dirigente sindical José Carlos Martins.
Os enfermeiros recusam que os incentivos institucionais estejam «quase totalmente dependentes» da avaliação da actividade médica e defendem «um conjunto de indicadores equitativos para todos os profissionais para que possa existir um factor adicional de empenho eco-responsabilização», explicou José Carlos Martins.
«Se o sector médico não se empenhar, ninguém terá esses incentivos», sublinhou.O SEP lembrou ainda que os incentivos financeiros também estão condicionados à atribuição dos incentivos institucionais, pelo que os enfermeiros poderão estar novamente dependentes do desempenho dos médicos e se estes atingem os resultados contratualizados anualmente.