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Azeite com falta de qualidade é considerado como "extra-virgem"
Apenas 25% do Azeite de Trás-os-Montes é embalado, sendo o restante vendido a granel - Ministro da Agricultura e Presidente da AOTAD "com os azeites" por alegadas fraudes com o Azeite
Presidente da OTAD fala em situação que tem de ser rapidamente fiscalizada - Ministro da Agricultura diz que este é um caso para a ASAE
O Presidente da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD) denunciou que existem marcas nacionais que vendem azeite lampante (que só pode entrar na cadeia alimentar depois de refinado) como sendo "azeite extra virgem".
António Branco lançou este grito de alerta depois de ter observado um estudo que incidia na melhoria da qualidade do azeite, efectuado pela Direcção Regional de Agricultura do Norte e pelo ISA (Instituto Superior Agrário).
O dirigente da AOTAD aproveitou a visita do Ministro da Agricultura, jaime Silva, para dar conta desta situação e, ao mesmo tempo, para apresentar os Projectos que pretende candidatar ao PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural). Quanto à situação fraudulenta que diz existir, referiu-a como "uma situação que tem que ser rapidamente fiscalizada".
E, por falar em fiscalização, o Ministro da Agricultura, visivelmente preocupado com a situação de as "empresas venderem gato por lebre", admistiu entregar o caso à ASAE, considerando-a "muito eficaz nestas matérias".
Refira-se que, em Portugal, apenas existe um painel de provadores de azeite, sediado no ISA. No entanto, já está a decorrer a formação de uma nova Câmara de Provadores, em virtude de um projecto da AOTAD, que celebrou uma parceria com uma empresa Espanhola – reconhecida pelo Conselho Oleícola Internacional – e com a Associação de Desenvolvimento Local (DESTEQUE). António Branco mostra-se preocupado com a comercialização do azeite de Trás-os-Montes, "que tem qualidade, mas apenas 25% é embalado, sendo metade vendido a granel".