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TURISMO DOURO DESCOBRE A SUA VOCAÇÃO CINÉFILA
Com 20 filmes em carteira, para serem realizados no Douro, sendo 19 referentes a cada concelho do Património Mundial, e um outro generalista sobre a região, a Turismo Douro descobriu assim a sua vocação cinematográfica.
De facto, e perante o número elevado de "fitas" que pretende realizar, bem se pode considerar que será a maior empresa cinematográfica do país. Claro que, para este disparate, tem que haver uma explicação logística, que assenta nos Centros de Informação Turística.
Salvaguarde-se que os tais Centros são uma boa aposta, e o modo como vão funcionar (com modernas tecnologias) são necessárias nas modernas técnicas de promoção turística.
O que não se entende é que, por via de uma boa ideia, se passe logo ao desbaratar de dinheiros públicos em excessos que, por o serem, serão forçosamente de má qualidade, para além de se considerar perfeitamente ridículo uma aposta de um filme por concelho.
Os modernos meios de comunicação estão cheios de filmes promocionais e, estranhamente, são os oficiais os que registam a menor atenção, havendo trabalhos privados, à margem das instituições oficiais, que, esses sim, despertam a atenção de uma grande maioria de interessados.
Mas a razão desta enormidade, é simples: há dinheiro para gastar, porque 85% dos custos ficarão a cargo do Programa ON2. E se há entidade especializada em gastar logo o primeiro cêntimo que lhe entra porta dentro, é a Turismo Douro.
Há muitas maneiras de se fazerem as coisas. Estourar orçamentos com iniciativas que só vão beneficiar a clientela habitual dos subsídio-dependentes artísticos, é que não.