dodouro press

Parabéns  senhor ministro
finalmente teve coragem para acabar com " os arranjos ".

É nestas pequenas medidas que se avalia a determinação, a coragem e a isenção dos governantes e a sua postura política.

Parabéns Sr. Ministro Santos Silva e Sr. 1º Ministro José Sócrates, desde logo, pelas relativas ao Porte Pago.

* Pagar o porte dos correios à generalidade dos jornais, como vinha do passado, era um verdadeiro atentado aos cofres do Estado...

* pagar o porte dos correios aos jornais que não espalhavam as boas novas do governo era sem dúvida um atentado ao bom nome, imagem e postura do ministro da pasta...

* pagar o porte dos correios a quem não queria empregar jornalistas com carteira e que estavam no desemprego era um atentado contra a promessa do governo de empregar 150.000 ...
* pagar o porte dos correios a quem não imprimisse pelos menos 3.000 exemplares era um atentado contra as gráficas semi-falidas e contra o consumo do papel que importamos ...

* pagar o porte dos correios a quem não quer pagar ás ditas Comissões de Inquérito ás tiragens era um atentado contra a manutenção das empresas criadas sob o beneplácito do governo...

* pagar o porte dos correios a quem não tenho escrita organizada era um atentado contra a ocupação das empresas de contabilidade ...

* pagar o porte dos correios a quem não estiver alinhado com a política do governo era um atentado mesmo contra a disciplina e contrôle...

Concordo, pois, em pleno com tais medidas e acho que deve ser aplicada aquela máxima - e não há volta a dar - pois que as medidas se ajustam aos princípios elementares e básicos defendidos desde sempre pelo partido socialista - defesa dos mais desfavorecidos, protecção aos mais carenciados e ...

Parabéns ... também aqui separou os bons dos maus, saneou os que só atrapalhavam, precavendo-se desde logo com a lei...

Claro, senhor ministro que nós sabemos que as suas leis, foram implementadas com a melhor das intenções, poupar dinheiro dos Cofres, sem pretender nada em troca e colocando acima de tudo o interesse dos mais necessitados, dos mais desfavorecidos, dando oportunidade destes poderem espalhar e fomentar o gosto pela leitura, de terem oportunidade de formar e informar os leitores quantas vezes longe das suas terras ou nas suas terras dos problemas reais... nós sabemos isso e pelo facto de o sabermos é que não acreditamos que possa haver no ramo quem abuse da sua santa bondade e use estratagemos.

Também verdade seja dita, não acreditamos do mesmo modo que no ramo haja quem se comprometa a uma coisa e faça outra ou declare o que verdade não é.
Quem iria dizer, declarar ou atestar possuir contabilidade organizada e não a possuir?
Quem se atreveria a declarar ter no seu quadro dois jornalistas e não ter?
Quem seria capaz de afirmar e provar imprimir tres mil exemplares, sem que tal fosse verdade?
De resto, a contabilidade organizada prova-se no plano fiscal, a contratação dos jornalistas na Segurança Social e a Impressão nas Gráficas e através do Fisco.

Só que, senhor ministro, afigura-se-nos na lei em apreço, existirem umas pequenas lacunas que estamos em crer não terem sido propositadas, desde logo:
ter dois jornalistas, mesmo em parttime, ou a tempo inteiro?, impressão 3.000 mesmo que não sejam vendidos mas dados ou melhor ainda doados?
É que dois jornalistas dando duas horas/dia é muito menos do que um jornalista a tempo inteiro...;
imprimir 3.000 exemplares desde que só pagos 1.000 é muito menos do que por exemplo 2.000 vendidos...
como é senhor ministro, isto foi pensado, no sentido de que dois jornalistas terão que ser a tempo inteiro com os respectivos descontos para a Segurança Social do vencimento base e os tais 3.000 exemplares terão que ser vendidos e taxados respectivamente para efeitos fiscais?

Nunca se dá nada que não seja em troca de ...ou de ...pelo que não havendo retorno, porque se há-de dar?

É costume dizer-se e é voz corrente ouvir-se que Portugal é um País dos subsídios, dos fundos, a fundo perdido, etc., mas, ás vezes, não porque tais dádivas sejam úteis a quem as recebe, mas muito mais as quem a dá...!

Mas desta vez, sim senhor ministro!