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Régua, Pinhão / Agosto de 2012
Uma ida - de automóvel - com regresso no mesmo dia do Porto à Régua, indo até ao Pinhão.
A dada altura começa o carro a deixar-nos ver o rio, o Douro, e a sentir-se a "vinha, os vinhedos".
Entrámos na Régua – Peso da Régua -, que finalmente deixou de estar em obras, e parece melhor, esperemos não se ter demasiado endividado. Num extremo oposto, vindo do Porto, passando a estação da CP, vê-se, o que souberam bem recuperar: uma ponte, tornando-a finalmente útil, no caso pedonal. Pensada tem décadas para ser a ligação para a outra margem e fazer chegar o comboio a Lamego, o que nunca aconteceu, e agora seria impensável.
O rio próximo, sempre, o Museu do Douro, a D. Antónia sempre presente.
Depois, fazer Régua ao Pinhão, junto ao rio, parando na Barragem da Régua, aproveitando para ver a eclusa a ganhar nível de água para ser usada, ultrapassada, seja por barcos a subir, seja a descer o rio. Interessante, calmo, a água, os barcos, as Pessoas.
Continuar lentamente beira-rio, até ao Pinhão. Conseguir absorver a calma que a água do rio nos trás, numa parte, numa zona, onde começa a não ter margens "tratadas " pelos humanos. Estragadas? Não! Talvez. Mas ainda naturais.
O comboio a passar do outro lado. Que raio não havia necessidade de terem uns jovens- por certo – borrado a pintura, colorindo disparates naquelas carruagens!
Continuando a sentir as vinhas, o rio, o Douro, chegados ao Pinhão. Aproveitar para passear junto ao rio, a pé, fim de tarde, calma, com "ainda" muito sol. Umas duas pessoas a pescar, não será pelo "pescado" mas talvez pela calma Se se gosta de ficar clamo, pescando, ou demolhando o pão preso no anzol.
Regressar ao fim do dia, retomando a estrada junto ao rio. Sem termos que falar, bastando olharmo-nos, mesmo nos sessentas, não muito pensar, deixando-nos enlevar na paisagem, na calma do rio.
O Douro, o Vinho do Porto, as Vinhas, a natureza - com toques humanos -, sem pensar em politica, em políticos, em défice, em troika, em nada, olhando o tempo, a natureza. Com calma.
Várias marcas centenárias conhecidas, neste espaço, Sandeman, Offley, Dow´s e mais.
No regresso, (re)passar a Régua, oito da tarde, final de Agosto de 2012.
De repente não anda ninguém nas ruas. Que sossego. Que silencia agradável. O rio, os barcos,! esta imagem, esta " Marca", vende-se, deveria vender-se – bem melhor - , para todas as Pessoas, para todas as bolsas, cá dentro, la fora: o Douro, o Rio, o Vinho, do Porto e de Mesa.
Um tempo que pode ser feito agarrando o passado, fazendo não esquecer a memória, mas não vivendo nesse passado, aprendendo com ele, a fazer a passagem mais correta, mais exata, pelo presente em direção a futuro, com mais ser do que só ter!

Augusto Küttner de Magalhães