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Em menos de um ano
No passado dia 16 de Janeiro escrevi um texto, intitulado, JOGANDO COM ESTIMATIVAS, onde estimava que o verdadeiro valor do desemprego em Portugal deveria já andar ao redor de um milhão e duzentos mil desempregados. Uma estimativa feita por um método simples, suportada nos dados vindos a lume em Espanha e que haviam deixado Mariano Rajoy boquiaberto.
Um mês e um dia depois, voltei a escrever novo texto, com o título, FALHEI OU ACERTEI?, fazendo-me eco dos resultados do Instituto Nacional de Estatística, (INE), vindos a lume, se acaso não erro, nesse mesmo dia ou na véspera. Dados que levaram a que o Diário de Notícias usasse como grande manchete, precisamente, o número, 1 200 000.
Ora, neste segundo texto eu salientava que, por via do conhecimento da sociedade portuguesa e em face da política que estava a ser seguida pelo atual Governo, o valor do desemprego deveria vir a atingir, pelo final deste ano, um milhão e trezentos mil desempregados, embora com maior probabilidade para um milhão e quatrocentos mil.
Aí estão, pois, os mais recentes dados publicados pelo INE. Dados oficiais, mas em redor dos quais se conhece a restante realidade do desemprego. Hoje, uma estimativa absolutamente aceitável desta horrorosa variável deverá já ter ultrapassado o tal milhão e trezentos mil desempregados, sendo assim perfeitamente expectável que se atinja a cifra negra de um milhão e quatrocentos mil pelo final deste ano de 2012.
Esta evolução, como se sabe bem, desenrolou-se em menos de um ano, sendo algo completamente expectável por via do caminho prosseguido pelo Governo, para mais suportado em medidas ainda mais gravosas para a generalidade dos portugueses do que as combinadas com a Tróyka. O resultado é o que se vê, sendo elementarmente simples, sem nada saber no plano técnico, mas tendo alguma experiência da vida, perceber a ruína para que os portugueses e Portugal estão a caminhar. Um percurso comandado por este Governo de Pedro Passos Coelho, sem dúvida, mas agora silenciosamente suportado pelo Presidente Cavaco Silva. Uma tragédia!

Hélio B. Lopes, Dr.