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A situação das adegas
A maioria das adegas durienses encontram-se em situação muito crítica. Pobre dos vitivinicultores, em geral, e dos agricultores com idade, em particular, por esse Douro acima.
Estas palavras pretendem, apenas, fazer refletir os organismos públicos e os responsáveis pela gestão das adegas e ser voz, sem outras pretensões, dos muitos que, por qualquer razão, não tê voz.
Quais foram, então, as causas que levaram à ruína das adegas?
- Os altos ordenados e regalias dos muitos diretores;
- As obras desnecessárias ou exageradas algumas instituições;
- A presença em feiras promocionais de interesse duvidoso;
- As más gestões e decisões das direcções;
- Algumas viagens e presenças em eventos para receber medalhas e distinções;
- As funções, realizadas sem grande estudo prévio, que ocorreram nalgumas adegas;
- As alterações dos estatutos com a miragem da modernice.
E com estas realidades chegámos à calamidade atual: anos e anos de colheitas por pagar e, consequentemente, o estrangulamento financeiro dos agricultores quando a adegas deviam ser as primeiras instituições a defendê-los.
Perante este estado de coisas, pergunto: quem é que assume as responsabilidades? Quando é que o viticultores recebem as suas colheitas?
Os agricultores, em geral, gente séria, simples e trabalhadora, pedem justiça neste país moribundo e corrupto, onde a "lata" é a maior riqueza nacional.
Ainda há muita gente dirigente séria e os viticultores estão na disposição de dar o benefício da dúvida a quem os respeite e os trate com seriedade e ética. Vamos todos dar as mãos e inverter esta situação calamitosa para a Região do Douro e, principalmente, para os vitivinicultores.

António Manuel S. Alves, Prof.