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Um monólogo arrebatador, na biblioteca municipal
Carlos Clara Gomes apresenta este sábado, 30 de Novembro (16h00), na biblioteca municipal Aquilino Ribeiro, em Moimenta da Beira, a versão escrita (o livro) e a versão falada (o seu monólogo arrebatador) de "Crónicas do Inverno". O livro é publicado pelas "Edições Esgotadas" e o monólogo, acompanhado à viola por André Cardoso, revela a obra em toda a sua acutilância e actualidade.
Martim de Gouveia e Sousa, que assina o prefácio, diz que o trabalho de Clara Gomes é "mordaz relativamente às ilusões e desilusões, seco e ressumante, directo e alusivo, assertivo e emotivo, emocionante e emocionado, que resulta num fresco que a todos convoca e implica". E diz ainda que "desvela essa breve primavera da revolução de abril, logo derramada, e desenha por último a devastação do presente, este tempo da peste em que nos encontramos, despejados que estamos da democracia".
Carlos Clara Gomes é cantautor, compositor, dramaturgo, encenador e director artístico da Companhia DeMente. Cumpriu, durante o ano de 2011, quarenta anos de carreira. Tem no seu currículo a autoria de música de cena para mais de uma centena de espectáculos de teatro, ópera popular, dança e vídeo, para além dos muitos espectáculos musicais que tem dirigido.
Definindo‐se esteticamente como "um camaleão" em termos estilísticos, é assíduo frequentador de formas musicais das culturas populares do mundo, enquanto incorpora nas suas composições contributos de áreas como o Jazz, ou a Música Erudita e manifestações de folclores urbanos, em muitas das suas respectivas vertentes e estilos.
Como autor, produtor ou intérprete, conta com cerca de 50 discos no seu activo, repartidos por autorias, e produções suas bem como colaborações de e com Adriano Correia de Oliveira, Sérgio Godinho, João Afonso, Manuel Freire, Moçoilas, Maria do Céu Guerra, Brigada Victor Jara, Luís Portugal, José Medeiros, Luís Bettencourt, Minela, Segue‐me à Capela, Uxía Senlle (Galiza), Ron Whitehead (EUA), Paulo Lepetit (Brasil), Oleg Martyr-Osov (Azerbeijão), Birgitta Jónsdóttir (Islândia), Andrés Stagnaro (Uruguai), Cholat‐el‐Fen (Marrocos), Kinamata Mikuluti (Moçambique), Quinteto Violado (Brasil), Daniel Schvetz (Argentina), Tato Moraes (Uruguai), Walter Hidalgo (Argentina), Vange Milliet (Brasil).
Da sua colaboração musical com outras artes resultaram também várias produções, nomeadamente com as artes plásticas e a poesia, tendo sido convidado para Festivais em Delfos (Grécia), Messina (Sicília), Paris, Bordéus e Pau (França), Andorra-a-Vella (Andorra), Maputo (Moçambique), Haia e Roterdão (Holanda), Bruxelas e Bruges (Bélgica), La Corunha, Vigo, Allariz, Santiago de Compostela, Málaga e Fuengirola (Espanha), Louisville (EUA), Recife, Olinda, Natal, João Pessoa, Aracajú, Fortaleza, Pesqueira e S. Paulo (Brasil), Montevideu, Salto e Colónia do Sacramento (Uruguai), Quioto (Japão), Oslo (Noruega) e Reikjavik (Islândia).
Do seu vasto conjunto de obras constam peças musicais para formações de diversos tipos e estilos. Dos vários prémios recebidos, destaque para 4 prémios atribuídos pela Revista Animarte e a distinção atribuída em 1994 pelo Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco pelo CD Ópera do Bandoleiro, interpretada pelo Trigo Limpo/Teatro ACERT, Quinteto Violado (Brasil) e Brigada Victor Jara. Este disco, considerado pela crítica pernambucana como "Melhor Disco de Música Regional do Nordeste" nesse ano (Jornal do Commercio) foi adaptado para uma mini‐série televisiva pela TV GLOBO em 1995.