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Em associação ao III Festival de Gastronomia do Douro
Época das montarias vai começar
Começa já a 3 de Dezembro a época de caça ao javali no Douro, com uma montaria por "Terras de Aquilino Ribeiro", em Moimenta da Beira, numa associação ao III Festival de Gastronomia do Douro que está a decorrer. A Turismo do Douro junta-se a várias entidades para promover programas de turismo cinegético, para monteiros e acompanhantes, que servem de mote para descobrir, de forma sustentável, a paisagem, cultura e gastronomia da região.
O programa, organizado pela Associação de Caçadores Srª dos Aflitos e Nave e pela Junta de Freguesia da aldeia de Nacomba, começa às 8h30, com a concentração dos monteiros.
Seguem-se os rituais típicos, com o "mata-bicho" ou "taco" a ser servido: com bolas regionais, enchidos e queijos, entre outras iguarias. Das 11h00 às 14h00 decorre a montaria, e o almoço é às 15h00, com espumante das Terras do Demo a abrir o apetite, sopa à lavrador ou canja de perdiz, arroz de míscaros, açorda de sanchas, e vários pratos de pratos de caça, como coelho à caçador e javali com castanhas. À sobremesa, maçã assada e leite-creme. Depois do leilão dos javalis, há animação com música popular, danças e cantares tradicionais. De manhã, os acompanhantes podem participar no "mata-bicho", e fazer um passeio pelo campo para apanhar e classificar cogumelos. Depois do almoço típico, são convidados a visitar o Santuário da Nossa Senhora da Lapa, e a Fundação Aquilino Ribeiro, casa onde o escritor viveu, juntando-se depois ao restante grupo para o magusto tradicional.
Em colaboração com federações distritais de caça, serviços do Ministério da Agricultura, autarquias e empresários do sector, a Turismo do Douro pretende assim combater a sazonalidade e diversificar a oferta turística duriense, com uma proposta de turismo de natureza e sustentável. Por outro lado, estas iniciativas recuperam a tradição ancestral das caçadas e montarias do Douro e Trás-os-Montes, regiões férteis em zonas de caça são muito procuradas, sobretudo durante o Inverno. O vice-presidente da Turismo do Douro, José Agostinho Correia, explica por isso que o turismo cinegético "é um agente de sustentabilidade ambiental, um princípio pelo qual tem de passar a estratégia de desenvolvimento do Douro, porque respeita o ambiente, e gera receitas complementares ao mobilizar sectores como a hotelaria, a restauração e o enoturismo". É, por isso mesmo, "um nicho de mercado emergente a explorar, com efeito polarizador". O Douro tem sabido conservar a sua autenticidade e identidade e, sinal de um desenvolvimento equilibrado, foi eleito o 16º melhor Destino para Turismo Sustentável da National Geographic, a nível mundial, em 2009. A mais antiga Região Demarcada e Regulamentada do Mundo (1756) e Património da Humanidade pela Unesco (2001) detém ainda as insígnias de Destino de Excelência, junto da Organização Mundial de Turismo (2008) e de uma das 77 Maravilhas da Natureza do Mundo (2009). Segundo José Agostinho Correia, "tem sido através da combinação harmoniosa destes vectores, a par de uma intervenção activa dos empresários, operadores e actores políticos, que o Douro se tem vindo a afirmar como um destino de referência, que necessita de se fortalecer e criar autêntica sustentabilidade. E, para tal, tem de quebrar os constrangimentos da sazonalidade, através de mais trabalho coordenado e criatividade", conclui. As inscrições para a montaria devem ser feitas para Miguel Ângelo Mota, através do telemóvel 969458208 Jorge Coelho