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MOVIMENTO PRÓ DOURO renúncia à eleição para a Direcção da Casa do Douro O Movimento Pró Douro apresentou-se aos sucessivos actos eleitorais para os órgãos sociais da Casa do Douro, não com a ambição de assumir a liderança desta Instituição, mas como um movimento cívico, que considerou não se poder calar perante os acontecimentos que vêm afectando a Instituição e, sobretudo o futuro desta Região.
As ameaças que pairam sobre o Douro e a Casa do Douro, e a consciência cívica que impulsionou este movimento, obrigaram-no a lançar este grito de alerta e a denunciar práticas que, conforme provado à sociedade, não nos conduziram, não conduzem, nem nos conduzirão a parte alguma.
Temos a consciência que tudo fizemos, com serenidade, para apresentar propostas construtivas, que acreditávamos e continuamos a acreditar, podiam contribuir resolver muitos dos problemas que diariamente nos afligem, alguns dos quais podem mesmo representar uma séria ameaça à sustentação desta região e do futuro de muitos de nós, sobretudos os que mais debilidades apresentam neste contexto de crise profunda e duradoira.
Seria muito mais cómodo mantermo-nos arredados deste processo, não nos sujeitando à demagogia, à calúnia e às arbitrariedades e ilegalidades com que todo o processo eleitoral foi conduzido, nomeadamente: inexistência de actas aprovadas de marcação do acto eleitoral e seu adiamento, sonegação e não-aceitação de algumas listas por nós apresentadas (Régua e Armamar), mesas eleitorais nomeadas e formadas pelos próprios candidatos da lista (A)…
Práticas às quais, infelizmente, nos vamos habituando nos sucessivos actos eleitorais desta Instituição, contra as quais dificilmente podemos lutar, atente-se o facto da Justiça ainda não ter proferido decisão relativamente à impugnação do anterior acto eleitoral.
É, pois, com o mesmo desprendimento com que iniciámos este movimento e sem quaisquer ambições de protagonismo, mas também sem qualquer cedência aos princípios que o motivaram e nortearam, que o Movimento Pró Douro vem comunicar a sua renúncia à eleição para a Direcção da Casa do Douro.
Pesou, também, nesta decisão, a necessidade da Assembleia da República e do Governo de clarificarem definitivamente o papel que cabe à Casa do Douro no âmbito da nova arquitectura institucional da Região Demarcada do Douro, repondo o princípio da liberdade associativa que certamente defenderão e que será o melhor garante para acabar com os métodos e práticas de gestão associativa que temos vindo a assistir nos últimos anos nos órgãos de comunicação social e na praça pública, que nada têm contribuído para a solução dos múltiplos problemas com que nos debatemos diariamente.
Estas indefinições, que se arrastam há mais de dois anos, sem que se vislumbre alguma vontade séria por parte dos órgãos dirigentes da Casa do Douro em encontrar soluções, com os consequentes prejuízos para toda a produção, que há quase um ano não tem representação no Conselho Interprofissional do IVDP, impõem uma tomada de posição por parte da Assembleia da República e do Governo, no sentido de promoverem as necessárias alterações legislativas que saneiem definitivamente a situação de agonia em que a Casa do Douro se encontra e que tem servido de palco a interesses menos claros, que nada têm a ver com os reais e superiores interesses dos Produtores Durienses.
Estas foram as razões ponderosas que ditaram a renúncia do Movimento Pró Douro em apresentar uma candidatura à Direcção da Casa do Douro, sendo certo que não renunciamos nem renunciaremos em qualquer circunstância de continuar a lutar pelos princípios que defendemos, os quais são, em qualquer circunstância, inegociáveis.
Movimento Pró Douro