dodouro press

A História de Vida dos 88 anos de Monsenhor Minhava, um douto Homem a quem a vaidade não consegue seguir, nem modéstia o arrebenta...

Camilo de Araújo Correia confidenciou-nos sobre Monsenhor Ângelo Minhava:
Monsenhor Ângelo Minhava fez recentemente 88 anos. Muitos mais de vivência entre amigos,admiradores, livros e papeis. HOMEM de grande erudição, têm-na manifestado nas línguas que domina e nos textos que escreve. Para o grande público é conhecido como musicólogo de grande sensibilidade e dedicação. A sua marcha de Vila Real vai ficar a cantar-se de geração em geração.

A História de Vida dos 88 anos de Monsenhor Minhava, um douto Homem a quem a vaidade não consegue seguir, nem modéstia o arrebenta...

Monsenhor Minhava, homem douto, de sabedoria inquestionável e incontornável, com incomparável queda de autodidacta (dedicou-se ao estudo da Língua Alemã e Russa, tendo chegado a traduzir algumas obras), orientou a sua vocação de vida para o Sacerdócio, tendo sido ordenado Padre em 19 de Dezembro de 1942. Possuindo a irreverência salutar própria de um moço de 23 anos e dotes artísticos admiráveis, Monsenhor Minhava operou no seio da Igreja uma “revolução” nos meandros musicais, já que defendia a música como sendo uma das principais vias para encontrar a Paz de espírito e o equilíbrio natural das coisas, sendo talvez, no seu entender, a melhor ponte de saudar e de dialogar com o Sagrado.
O Notícias do Douro esteve à conversa com o Monsenhor Minhava, homem douto, de sabedoria inquestionável e incontornável, com incomparável queda de autodidacta (dedicou-se ao estudo da Língua Alemã e Russa, tendo chegado a traduzir algumas obras), orientou a sua vocação de vida para o Sacerdócio, tendo sido ordenado Padre em 19 de Dezembro de 1942. Possuindo a irreverência salutar própria de um moço de 23 anos e dotes artísticos admiráveis, Monsenhor Minhava operou no seio da Igreja uma “revolução” nos meandros musicais, já que defendia a música como sendo uma das principais vias para encontrar a Paz de espírito e o equilíbrio natural das coisas, sendo talvez, no seu entender, a melhor ponte de saudar e de dialogar com o Sagrado.
Quem o conhece sabe que AINDA não existem palavras capazes de o caracterizar, de o definir, tal e tanto o seu valor em todas as vertentes. Monsenhor Minhava não aceita, de modo algum, qualquer elogio por humildade, nós diremos, qualquer elogio seria e será sempre limitado e deficiente
Homem que, desde muito cedo, se dedicou à Poesia e ao Estudos das Línguas, Ângelo do Carmo Minhava, que há poucos dias completou 88 anos de idade, viria a notabilizar-se por conseguir versar várias letras, em pautas que não conhecem fronteiras, através da criação de marchas populares, de cânticos religiosos e modernos para as Missas, sendo meritóriamente reconhecido no seio social como um excelente musicólogo (dirigiu o Orfeão do Seminário, do Liceu, da Escola Técnica, da Cidade de Vila Real e do Instituto Politécnico. Musicou letras de muitos poetas e poetisas de todo o País, incluindo Madeira e Açores).
Quando se abordam temas como a crítica artística literária e musical, seja pela via positiva ou, mais ainda, pelo radicalismo/transformação que operou na mentalidade da época, ou quando alguém se propõe a “vasculhar” nas suas oitenta e oito primaveras e a querer desvendar segredos ou, mesmo até, fazer uma resenha histórica do seu raio de acção, enquanto Pastor da vasta Messe que é a Sociedade, Monsenhor Minhava não aceita, de modo algum, qualquer tipo de responsabilidade, encaminha os elogios para um outro “eu” que não ele e rejeita mesmo ser visto como o homem fora de série que, em boa verdade, é! E, peremptoriamente, nos assola a ideia a passagem de S. Lucas (18, 14) «Quem se humilha será exaltado»... Ângelo Minhava não precisa de exaltações, e com a humildade própria de um Ser que busca, incessantemente, a perfeição mundana vai reconhecendo que existe (talvez) a possibilidade de ter sido o Senhor a assisti-lo e dar-lhe forças para que, por seu intermédio, a Mensagem fosse proclamada no Canto!
Mas, dos breves instantes que passámos, por entre dois dedos de conversa, fique a saber que...
Monsenhor Minhava agradece tudo quanto se diz acerca da sua pessoa e, agradecendo com um Obrigado (palavra de gente humilde e da grandeza do reconhecimento), diz ser a Amizade que leva a tais elogios! Porém, apesar de não querer para si desígnios de mestria, reconhece gostar da Literatura, da Música, da Poesia, de tudo o que é Arte e Ciência e requer “engenho e arte”. Porém, onde abunda a inteligência, superabunda a magnânime pequenez de não querer ser reconhecido como excepcional!
Só quando se “rossa” os meandros musicais e se pergunta, por exemplo, pela notoriedade alcançada pela Marcha de Vila Real, é que Ângelo Minhava “abre a alma” e dela brotam ensinamentos tão sábios, tão puros, tão eloquentes, como o som de uma arpa, se tangida pelas mãos dos deuses num qualquer Olimpo!
Quanto à notoriedade da Marcha de Vila Real, Monsenhor Minhava até se pode gabar de ter ultrapassado fronteiras com uma criação artística improvisada. Tais são os dotes, que até de improviso!!! Adiantou-nos, assim. Que a criou numa altura em que o seu Irmão – que pouco tempo depois seria Presidente da Câmara de Vila Real – lhe pediu para, à imitação das Marchas de Lisboa, criar uma Marcha.
Apesar de se considerar “músico amador” Monsenhor Minhava concebeu de improviso a Marcha sobejamente conhecida – que certamente o leitor já está a cantarolar na mente: Vila Real, Oh! Que linda és, tens o Corgo aos pés em adoração. Vila Real como és Gentil... - porque, refere o mesmo, “não sou autodidacta, nunca andei em Conservatórios de Música e, mesmo no Seminário, a Música não era uma coisa muito de aconselhar (apanhava-se o essencial)”. Na verdade, conta Minhava, havia uma certa relutância, da parte da Igreja, em relação à música, porque se entendia que a música desviava as verdadeiras vocações. Monsenhor Minhava, ainda que respeite tal ideia, diz que não pode concordar com a mesma, já que a música não desvia. Antes, até, prefere concordar com Henriques Lopes Mendes, e parafraseando-o - “a arte é a estrada misteriosa que nos aproxima da eterna beleza” - explica como pode a música ajudar o cidadão a ser bom, a tender para a perfeição.
Monsenhor Minhava recorda que, em tempos idos, já Santo Agostinho dizia que “a música é a mais espiritual das Belas Artes” e Platão afirmava que “a arte sublimava a verdade, alegria e vida a tudo, restabelecia a Ordem e conduz a tudo aquilo que é Belo, que é Bom e que é Verdadeiro”. Ora, a Verdade, a Beleza e a Bondade é, então, a triologia das tais qualidades que chamam de ontológicas, existem em qualquer ser. Se bem que o artista envereda mais pelo caminho da beleza, o filósofo atrai-se e guia-se na busca pela verdade e o santo mais pela Mística ou a Céptica.
Assim sendo, no entender de Monsenhor Minhava, “gostar destas coisas, como de todas as coisas criadas, são pegadas de Deus”. É fruto da natureza e, ao mesmo tempo, flores da humanidade. São coisas que acontecem na vida. A uns, acontece quase por um dom com que se nasce, a outros, acontece por imposição. Recordando Napoleão, Monsenhor Minhava lembra que o Francês queria que se ensinasse a música como um factor educativo!
Apesar de se considerar “um espontâneo” na arte de tânger as notas e nunca “um exímio”, Minhava estabelece uma comparação entre o gostar, ou não, desta forma da arte. A seu ver é quase como o feio e o belo: são subjectivos. Até porque pode existir o “belo horrível” (por isso, às vezes se diz, horrivelmente bonito).
Ao nível espiritual, na vida que tem levado de Prelado, Monsenhor Minava faz um rescaldo positivo, sobretudo na entreajuda que presta “ao outro”, Não tendo Paróquia fixa, mas tendo ajudado, desde sempre, nas Paróquias dos seus congéneres, conhece bem o mundo actual, os problemas das suas gentes, as aflições que muitas e tantas vezes inquietam os Transmontanos. Como Pastor da Igreja, faz um rescaldo positivo da sua missão terrena!
Tendo passado a grande maioria da sua vida no Seminário de Vila Real, logo após a conclusão do Curso, foi professor de música naqueles claustros. Depois, Ângelo Minhava, graças aos dotes que demonstrou passou a leccionar no Órfeão do Seminário que, segundo conta, se conseguiu impor. A prova de tal “imposição” foi o nível que atingiram, considerado muito bom, à luz da época. Mas, havia o “contratempo” de a música ser vista como “algo que desviava”... Tem como consolo o prémio e o reconhecimento que o Povo e os mais altos dignatários das Instituições souberam atribuir ás suas músicas. Por exemplo, “Amarante”, recebeu uma Galardoação. Mas o seu maior contentamento advém do facto de não existir terra, desde Montalegre, Boticas, Valpaços, entre outras, que não tenham sido contempladas com uma música da sua autoria.
De resto, dedicou a sua vida a leccionar no Liceu, na Escola Industrial e como disse não haver “vaidade que o segue, nem modéstia que o arrebente”, lá confessou que ensinou a muitos alunos a “arte” de tocar Violino, Órgão, Acordeão, Bandolim, Viola, entre outros instrumentos. Uma vida doada em prol da formação dos Homens, de todos as raças e credos, na sua grande maioria católicos!
À parte de tudo isto, Monsenhor Minhava elevou o nome do Órfeão, fez umas Rapsódias com línguas estrangeiras como o Alemão, Francês, Italiano, Espanhol. Fez, ainda, hinos – de que é exemplo máximo o do Regimento de Chaves – e muitas das suas Músicas continuam a ser divulgadas na Guiné, no Canadá, nos Estados Unidos (onde chegaram, por erro, a gravar uma música patriótica, concebida a pensar em Angola, a que deram o nome de «Independência dos Açores», uma coisa de pensamento diametralmente oposta ao pensamento de Monsenhor Minhava). Concebeu, também, bailados, óperas, entre tantas outras originalidades que, como o leitor bem entenderá, escapam à minha tenra idade.
No campo da filologia, Monsenhor Minhava elaborou trabalhos muito apreciados no seio da Faculdade, tendo – pode mesmo contentar-se – colaborado, a pedido, de A. Freire (da Universidade de Braga e autor de vários livros e obras, entre os quais, da Gramática de Grego) em várias obras.
Apesar de ter recebido um Louvor do Bispo da Diocese e de ter sido autor de muitas das músicas religiosas que ainda hoje se cantam, quando se vê confrontado com a ambiguidade de a Igreja ver a música como um processo que desvirtuava, mas havia Vocações e, nos dias que correm, as vocações escassearem, Monsenhor Minhava encontra explicação para a falta de trabalhadores para a vasta Messe no facto de existirem múltiplos factores que desvirtuam as Vocações.
Desde logo, Monsenhor Minhava explica que um rapaz que esteja ocupado com a música, não ocupa esse mesmo tempo com outras coisas! Porém, a falta de vocações é entendida por Ângelo Minhava pelo simples facto de, à priori, o Hedonismo (estilo de filosofia ameruicano) dar todas as indicações para se gozar a vida: “Carpe diem now”, goza o momento agora. As pessoas da sociedade do século XXI procuram os prazeres imediatos, gozam o momento presente, não guardam nada para o Futuro!
Sendo que já antigamente também assim era, embora de forma menos acentuada, havia jovens que procuravam o prazer, mas havia um nicho maior do que há hoje que procuravam o prazer no sacrifício de se doar em função do “outro”.
Outra das causas que desvirtua as vocações ou que causa menos atracção ao jovem para ingressar no Seminário é a imensa variedade (antigamente faltavam escolas, as possibilidades de estudar era quase nulas e ia-se para o Seminário porque era mais barato, mais acolhedor) de acesso ao ensino, coisa que, em tempos não muito longínquos não se observava. Era uma saída de vida...
Hoje, sublinha o Monsenhor Ângelo Minhava, “somos levados na onda” e somos mais influenciados pelo Ambiente do que infuenciadores do Meio.
E, por falar no factor da «influência», a questão das correntes influentes em prol do Aborto e/ou Contra o Aborto veio, inevitavelmente “à baila”. Sendo que a posição da Igreja é clara, esta é mais uma batalha que se impõe na Grande Luta. Monsenhor Minhava avisa que não é, apenas e só, a posição da Igreja que é clara! A seu ver, pela ordem natural, é claríssima a posição de todo o Homem.
Nos dizeres do Padre Minhava, a vida é um Dom do qual não somos «senhores». Não podemos dizer que “o que está na minha barriga sou eu que mando”, porque, na verdade, não mandamos nada! Acima de nós, excede-nos o Dom Sagrado da Vida.
Mais do que um “combate” para a Igreja, é um sério combate para a Humanidade, afirma Minhava. A Igreja recomanda “o não matar”, mas o não matar de que se fala, não é uma Lei Fiscal! É, antes, uma Lei Humana!!! Quando se diz “não matarás”, estamos a dizer “não me mates”, também. Quando se diz “não roubarás”, estamos a dizer “não me roubes”. Quando dizemos “não adulterarás”, estamos a dizer “não venhas perturbar a minha união nupcial”.
Portanto, sendo o Dom da Vida excepcional e tendo o testemunho de Ginecologistas excepcionais que afirmam que uma criancinha, logo desde a concepção, no ventre materno, “mete o dedinho a chupar, chora quando a mãe chora, sorri quando a mãe sorri”. E, por isso, a mulher não pode pura e simplesmente dizer: o que está dentro de mim, é meu! Ai é? A mulher terá duas cabeças?! E terá quatro olhos?! E dois corações?! Aquele Ser que traz no ventre é um Ser vivo e o processo que se iniciou com a fecundação é um processo não é retrodegradante... é estimulante. De uma mulher sai um Ser Vivo, Homem, não sai uma hiena, nem um Jacaré!
E esta questão diz respeito a qualquer pessoa que tenha um mínimo de ética! E, neste caso, aborda-se a ética como um termo suavizante, como um eufemismo, que deveria ser defendida por toda e qualquer pessoa que preza a vida!
Com a lucidez que caracteriza o Monsenhor Minhava e com a habilidade artística própria que o caracteriza, lançou-se um desafio: uma Marcha para a Régua e para o Notícias do Douro. No entanto, Monsenhor Minhava foi peremptório na resposta, tendo dito que a Marcha que já existe para a Cidade da Régua está, até, muito bem feita! Em outrora, embora não se recorde do nome de que dá corpo à Marcha, Monsenhor Minhava diz ter analisado, com grande agrado, a melodia da qual não é sequer o autor e harmonizou-a para ser cantada, coisa que lamenta, já que nunca mais a ouviu cantar...
Mas, Monsenhor Minhava vai mesmo mais longe e afirma que para cantar a beleza da Régua, não é necessário fazer mais nenhuma Marcha. A existente, se cantada, serve na perfeição.
Os Romanos utilizavam uma expressão “levar curujas para Atenas”, que é como quem diz “levar lenha para o monte”... Ora, estar a fazer uma nova Marcha para a Régua é desnecessário! A cidade já possui uma Marcha muito bonita e lançou a deixa: cantem-na!
Quanto ao maior “canto para a humanidade” que gostaria de ver, em jeito de desejo para o mundo deste Século XXI, Monsenhor Minhava exprimiu que os maiores votos que poderia ter são os que se prendem com as preferências de Beethoven. Ele, grande músico, que não chegou a ouvir a IX Sinfonia, uma das maravilhas – há até quem diga que Deus criou o Mundo, para que Beethoven fizesse tal sinfonia – em que ele diz “dou um abraço a toda a humanidade”, ou mesmo de Schiller, na sua Ode à Alegria, em que abraçam a humanidade e louvam o Criador por toda a obra criada.
Monsenhor Minhava gostava, ainda, que todos os homens fossem humildes, à imagem de Beethoven, que tendo vindo de uma família com diversos problemas ao nível da deficiência soube louvar o Criador. E, quando confrontado, em certa altura, acerca de quem seria o melhor músico, respondeu que era “Bach”, que em Alemão quer dizer Ribeiro. Nessa ocasião, Ludwig Beethoven exclamou “Nicht Bach, sondern Merr” (não um riacho, mas o mar), aludindo à verdadeira humildade, que não significa humilhação, mas um estado de espírito que pesa nos pratos da balança a Justiça e a Verdade, como dizia Santa Teresa. Ora, a Verdade aproxima todo o Homem da causa prima, de Deus, que lhe podem chamar “Gótos”, “Dios”, “Dieu”, dependendo das línguas... E a Justiça, porque presta o culto ao autor de qualquer criação!
Um mundo, sendo assim, unido, humilde e, ao mesmo tempo, grandioso. Tudo o resto é, como diz o poeta, “Vaidade, das vaidades... tudo são vaidades”. O próprio vocábulo «Vaidade» indicia uma coisa vã. E, uma coisa vã, é aquilo que não tem miolo! A Vaidade, ao contrário da humildade, é um preconceito muito egocentrista, quando o verdadeiro Amor, humilde, é centrífugo.
Se repararmos, a palavra Amor, alerta Ângelo Minhava, «Liebe», em Alemão, «Lobof», em Russo, «Love», em Inglês, é aquilo que agrada. È um Amor que necessita de ser difusivo, e não concentrado! É como uma mãe que tira do seu próprio peito a alimentação e que procura vestir e calçar a criança, dando-lhe tudo de bom, expoente máximo do Amor... Ora, uma mãe abortiva pode ser considerada uma mãe que não sabe amar... Mas não podemos condená-las, porque nem Cristo condenou nenhuma das pessoas. Recordando o episódio em que lhe apresentaram a mulher adultera, Cristo escreveu no chão e foram saindo, um após outro. Simplesmente, Cristo perguntou: onde estão os que te condenavam?! Ninguém te condenou? E retorquiu: também eu não te condeno! Vai em Paz e não tornes a pecar. Esta, no entender de Ângelo Minhava, deveria ser a nossa atitude. Mas, daí a aplicar uma injecção letal, altamente prejudicial, ou a “aspirar” um ser que se desmembra e sente a dor, ou esmagar a cabeça de uma criança... temos que nos definir: ou somos a favor da vida, ou somos contra a própria natureza!!!
Uma coisa, sublinhou Monsenhor Minhava, é estar a favor da vida. Outra coisa, distinta, é estar a julgar as pessoas. Apesar de ser isso que vai estar em causa, com a tentativa de despenalizar um crime, só Deus julga as pessoas!
Quanto ao facto de tentar despenalizar, ou não, o acto abortivo, Monsenhor Minhava refere a ambiguidade da questão como o cerne que condiciona a posição do cidadão. É quase como ter uma rua e proibir-se o trânsito, dado que já houve muitos acidentes e, portanto, por aqui não segue ninguém... Mas, depois, remedeia-se “a coisa”, dizendo que não se penaliza quem queira ir por lá!
Ora, na opinião de Monsenhor Minhava, os princípios da Justiça devem ser rectilíneos e devem manter-se a aplicação desses mesmos princípios, dado que isso faz parte da Jurisprudência. Apesar de não podermos julgar ninguém, Monsenhor Minhava entende que o Homem não pode é negar a sua natureza... Isso é que não! Porque se o Ser Humano tem de ser respeitado, a criança, desde a junção das células masculinas com as femininas, tornando-se num processo irreversível, também é um Ser Humano a ser respeitado. De contrário, se podemos matar a dois ou três centímetros do ventre materno, porque é que não podemos matar cá fora, em sociedade? Responda quem mais souber...
Gratos pela conversa, eternamente agradecidos, por em horas, tanto termos aprendido e altamente honrados por um HOMEM da envergadura de Monsenhor Minhava olhar o Notícias do Douro com tão carinho. Obrigado, muito obrigado.